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18 de agosto de 2007

Excludentes ou Complementares?


Em uma análise superficial, poderia se dizer que as chances de Terry O’Quinn e Michael Emerson na categoria de Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática são mínimas. Afinal de contas, os dois atores pertencem à mesma série e se anulariam facilmente.

Não é tão simples assim. Historicamente, vários vencedores nas categorias de atuação, derrotaram colegas de série, inclusive nos últimos anos: Brad Garret, Joe Pantolliano, Cynthia Nyxon, John Spencer, entre muitos outros.

Outro dado importante: nos últimos dez anos, não houve nenhuma repetição na categoria de ator coadjuvante, o que colocaria Michael Imperioli e William Shatner fora da jogada. Some-se a isso o desfecho de Christopher em Família Soprano e o fato de grande parte da força da fita do eterno Capitão Kirk ser oriunda de imagens de arquivo.

O personagem de Mais Oka é simpático, mas é muito mais que isso?

T.R Knight entra em um campo mais nebuloso. Seu personagem é carismático, da mesma maneira que o de Noah Wyle (E.R) era a uns 10-12 anos atrás. Em ambos os casos, suficiente para uma indicação, mas não para uma vitória. Porém, Knight tem ao seu lado o fato de sua FYC ser um dos episódios mais incensados da criticada terceira temporada de Grey’s Anatomy. E claro, toda a repercussão positiva gerada durante o escândalo com Isaiah Washington. Ser a vítima numa situação dessas nunca é mau negócio.

E chegamos a O’Quinn e Emerson. O grande negócio dos episódios da dupla é que eles funcionam como uma venda casada. Locke tem uma grande presença na FYC de Ben e vice-versa. Eles estão presentes em quase todas as cenas de suas contrapartes. Mais que isso: ambos os episódios são poderosos, entre os melhores da temporada de Lost e possuem uma interpretação não menos do que inspirada de ambos. É difícil apreciar o trabalho de um deles e desprezar o de outro. Se a votação ocorrer no sistema de ranking, fatalmente eles estarão próximos, seja nas posições 1-2, 2-3, ou o que for.

Preparem-se: o primeiro Emmy de atuação para Lost pode sair esse ano.


FYCSs:

Terry O’Quinn: The Man From Tallahassee (Lost 3x13)

Michael Emerson: The Man Behind the Curtain (Lost 3x20)

Michael Imperioli: Walk Like a Man (The Sopranos 6x17)

William Shatner: Son of the Defender (Boston Legal 3x18)

T.R. Knight: Six Days (Grey’s Anatomy 3x11-12)


Por Juliano Cavalca

28 de maio de 2007

Analisando as fitas - Lost



A princípio, é muito fácil escolher as fitas que o elenco de Lost usarão no Emmy, pelo menos pro elenco. Mas pra série, a coisa já engrossa. Vejamos cada uma das escolhas da série:

Série ("The Man From Tallahassee") - o problema de Lost na hora de escolher fitas pra melhor drama, é que os votantes que não acompanham a série tendem a ficar perdidos. Muita gente culpa a esnobada do ano passado por causa da escolha de Man of Science, Man of Faith, ao invés de um episódio mais independente como The Other 48 Days. Esse ano, o escolhido foi o episódio onde o motivo da parilisia do Locke é revelada. Como não temos nenhum stand-alone esse ano (talvez Exposé, mas esse se utiliza muito de metalinguagem, além de muita gente - tipo eu - não achá-lo grande coisa). O critério então passa a ser qualidade. Eu francamente escolheria a season finale (que ironicamente nem tem um "previously on Lost"). Eles podem trocar até sexta-feira (dia 31). Aviso: o episódio passa hoje (dia 28) no AXN.

Matthew Fox ("A Tale of Two Cities") - Fox é um grande ator, mas a concorrência é tão pesada que ele não tem chance de ser indicado a menos que troque por Through the Looking Glass. É impossível não se emocionar com o seu "Kate, We have to go back!".

Evangeline Lilly ("I Do") - Lilly poderia ter escolhido também Left Behind, mas ela correria o grande risco de ser ofuscada por Elisabeth Mitchell.

Josh Holloway ("Every Man for Himself") - seria a escolha natural, já que é o único da temporada com flashback dele. Mas eu arriscaria e iria de The Brig, já que roubar a cena de Terry O'Quinn não é pouca coisa.

Terry O'Quinn ("The Man From Talahassee") - O'Quinn tem três opções de escolha esse ano. Further Instructions é muito "excêntrico", em The Brig, Holloway rouba a cena. A escolha óbvia passa a ser Talahassee. Só a cena final dele (espelho de uma similar de Walkabout) já deveria lhe valer um prêmio.

Henry Ian Cusick ("Flashes Before Your Eyes") - Escolha acertada. O problema de Desmond é que uns 95% de seu background já foi estabelecido em Live Together, Die Alone. Eyes (e consequente, Cusick) funciona justamente por mandar a fórmula da série pro espaço. A outra escolha possível (Catch-22) seria desaconselhada, já que a única cena decente do ator é no final - além de todo o flashback ter um forte cheiro de linguiça...



Continuando...


Elisabeth Mitchell ("One of Us") - Mitchell até tem outra boa escolha ("Not in Portland"), mas One of Us é tão bem escrito e apresenta tantas facetas da personagem que fazer isso seria burrice. Ela deveria ser considerada lock para indicação.

Michael Emerson ("Every Man for Himself") - Se alguém tem que trocar de fita, esse alguém é Emerson, já que em Himself ele é apenas coadjuvante. O único problema de The Man Behind the Curtain é que apenas o último de seus flashbacks tem a participação dele (os outros cobrem o período da infância do personagem.

Yunjin Kim ("The Glass Ballerina") - Kim, mude para D.O.C., que além de tudo, mexe com um tema que cheira à premiações: maternidade.

Daniel Dae Kim, Jorge Garcia, Emilie de Ravin, Naveen Andrews e Dominic Monaghan ("The Glass Ballerina", "Tricia Tanaka is Dead", "Per Avion", "Enter 77", "Greatest Hits") - Esses escolheram suas únicas opções.


Ano que vem, as escolhas serão ainda mais fáceis, já que a grande maioria dos atores protagonizarão apenas um episódio (a temporada terá apenas 16).







Juliano Cavalca